sexta-feira, 24 de outubro de 2014

The Paul Butterfield Blues Band - The Paul Butterfield Blues Band

Cover
Banda: The Paul Butterfield Blues Band
Disco: The Paul Butterfield Blues Band
Ano: 1965(*)
Gênero: Blues, Blues Rock, Electric Blues
Faixas:
1. Born In Chicago (Gravenites) 2:55
 
2. Shake Your Money-Maker (James, adapted Butterfield) 2:27
3. Blues With A Feeling (W. Jacobs) 4:20
4. Thank You Mr. Poobah (Butterfield, Bloomfield, Naftalin) 4:05
5. I Got My Mojo Working (Morganfield) 3:30
6. Mellow Down Easy (W. Dixon) 3:40
7. Screamin' (Bloomfield) 4:30
8. Our Love Is Drifting (Bishop, Butterfield) 3:25
9. Mystery Train (Parker) 2:45
10. Last Night (W. Jacobs) 4:15
11. Look Over Yonders Wall (J. Clark) 2:23
Créditos:
Paul Butterfield: Vocals, Harmonica
Mike Bloomfield: Slide Guitar
Elvin Bishop: Rhythm Guitar
Jerome Arnold: Bass
Sam Lay: Drums, Vocals ("I Got My Mojo Working")
Mark Naftalin: Organ
(*) CD lançado em 2014.
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Biografia:
Paul Butterfield, um cantor branco e tocador de gaita-de-boca, que aprendeu sua arte com bluseiros negros, ajudou a impulsionar o ressurgimento do blues norte-americano dos anos 60. O adolescente Butterfield se aventurou em bares do sul de Chicago, trabalhando eventualmente em jams ao vivo com Howlin' Wolf, Buddy Guy, Otis Rush, Little Walter, Magic Sam e outras lendas do blues. Butterfield tocou com Elvin Bishop, seu colega da Universidade de Chicago, em bandas de bar chamadas Salt And Pepper Shakers e South Side Olympic Blues Team.
15Em 1963 ele formou a Paul Butterfield Blues Band, com dois ex-integrantes da banda de Howlin' Wolf, Jerome Arnold e Sam Lay, acrescentando mais tarde Bishop, Mark Naftalin e o guitarrista solo Mike Bloomfield. O grupo construiu um forte grupo de admiradores na região, e seu álbum de estréia foi lançado em 1965. No Newport Folk Festival daquele ano, depois de apresentar-se, a banda de Butterfield serviu de apoio a Bob Dylan na sua primeira e controversa performance eletrificada. O disco “East-West” mostrou prolongadas jams, além de revelar influências do jazz e da música indiana. Em seguida, Bloomfield deixou a banda para formar a Electric Flag; Bishop assumiu a guitarra solo.
17Em 1967, Butterfield começou a primeira de muitas experiências, adicionando uma seção de metais à banda (incluindo David Sanborn no saxofone alto) e alterando sua orientação musical, do blues para R&B. Ele tocou no álbum de Muddy Waters de 1969, “Fathers And Sons”, e, em 1972, dissolveu a Blues Band, mudando-se para Woodstock, New York. Lá ele formou a Butterfield's Better Days, com Amos Garrett, Geoff Muldaur e Ronnie Barron.
Butterfield fez uma aparição no concerto da The Band, “Last Waltz”, em 1976, e, no final dos anos 70, ele excursionou com a Levon Helm's RCO All Stars e com a Danko-Butterfield Band, dos ex-integrantes da The Band, Levon Helm (bateria) e Rick Danko (baixista), respectivamente. No começo de 1980, durante a gravação de “Nort-South” em Memphis, Butterfield teve o intestino perfurado e peritonite, enfermidades que o obrigaram a se submeter a três graves cirurgias ao longo dos anos posteriores. O último disco de Butterfield, “The Legendary Paul Butterfield Rides Again”, saiu em 1986, um ano antes de o músico de 44 anos, um alcoólatra, ser encontrado morto em seu apartamento (Holly George-Warren e Patricia Romanowski, in The Rolling Stone Encyclopedia of Rock & Roll. New York, Fireside, 2001, p. 135; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cochise - Cochise [Bonus Track]

Cover
Banda: Cochise
Disco: Cochise [Bonus Track]
Ano: 2002(*)
Gênero: Blues Rock, Country Rock
Faixas:
1. Velvet Mountain (Grabham) 3:28
2. China (Grabham) 3:57
3. Trafalgar Day (Cole) 5:10
4. Moment And The End (Cole) 6:00
5. Watch This Space (Brown) 3:58
6. 59th Street Bridge Song (Feelin' Groovy) (Simon) 3:41
 
7. Past Loves (Brown) 3:40
8. Painted Lady (Grabham) 7:06
9. Black Is The Colour [Bonus Track] (Traditional) 0:56
Créditos:
B. J. Cole: Pedal Steel Guitar, Dobro, Cello
Mick Grabham: Lead & Acoustic Guitars, Piano, Organ, Vocals
John Wilson: Drums, Percussion, Vocals
Stewart Brown: Lead Vocals, Acoustic Guitar
Ricky Willis: Bass Guitar, Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1970.
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Resenha:
Havia uma porção de talentos envolvidos na realização do primeiro disco da Cochise. O guitarrista Mick Grabham tocaria na Procol Harum; o baixista Rick Wills iria para a Foreigner; B. J. Cole tangeria as cordas da sua pedal steel em muitas gravações ao longo das décadas seguintes; o baterista Willie Wilson trabalharia com a Pink Floyd; Dick Taylor, que tinha acabado de deixar a Pretty Things, produziu o álbum; e Storm Thorgerson, da Hipgnosis (famosa por ilustrar capas de discos da Pink Floyd), projetou uma impressionante e, para a época, ousada capa que mostrava, sem adornos, os seios de uma mulher.
1Os créditos, mesmo com bons currículos por trás, nem sempre garantem a excelência de um disco.  "Cochise" é um daqueles álbuns sessentistas-pré-setentistas que fica no meio termo entre a diversidade musical e a desorientação. Estampa rock britânico dos anos 70, porém superficialmente temperado por pitadas country acima do normal, graças à pedal steel de Cole. Mesmo assim, não se caracteriza como country rock, e algumas das canções realmente nada têm a ver com o gênero.
4Músicas como "Painted Lady" e "Moment and the End" são vigorosas, beirando o hard rock; a última, na verdade (e a sonoridade de outras também, como "Velvet Mountain") parece saída de um LP da Guess Who do final-dos-anos-60-início-dos-anos-70.
Há uma sensação de melancolia pastoral promissora em boa parte do disco, que acaba prejudicada, porém, pelo desnecessário e prosaico cover, em ritmo pesado, de "59th Street Bridge Song", da dupla Simon & Garfunkel

terça-feira, 21 de outubro de 2014

The Rockets - The Rockets

Cover
Banda: The Rockets
Disco: The Rockets
Ano: 1968(*)
Gênero: Blues Rock, Folk Rock, Psychedelic Rock
Músicas:
1. Hole In My Pocket (Whitten) 2:32
2. Won't You Say You'll Stay (Whitten) 2:49
3. Mr. Chips (Whitten) 2:19
4. It's A Mistake (Talbot, Molina) 1:51
5. Let Me Go (Whitten) 3:47
6. Try My Patience (L. Whitsell) 2:16
7. I Won't Always Be Around (L. Whitsell) 2:52
8. Pill's Blues (G. Whitsell) 4:02
9. Stretch Your Skin (L. Whitsell) 4:11
10. Eraser (L. Whitsell) 1:56
Músicos:
Bobby Notkoff: Violin
Leon Whitsell: Guitar, Vocals
George Whitsell: Guitar
Danny Whitten: Guitar, Vocals
Billy Talbot: Bass
Ralph Molina: Drums
(*) CD lançado em 1997.
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Biografia:
Uma obscura banda de Los Angeles do final dos anos 60, com um LP mal distribuído em seu currículo, a Rockets seria totalmente esquecida se o seu núcleo não tivesse formado a Crazy Horse, um conjunto elétrico de apoio a Neil Young durante longo tempo. Seu único disco foi uma realização honesta mas estilisticamente errática, que flutuou entre o extravagante folk rock e a excêntrica psicodelia, mostrando potencial, mas sem estabelecer uma identidade confiável.
DWO guitarrista Danny Whitten e o baixista Billy Talbot já haviam trabalhado juntos em Los Angeles por volta de 1964, ocasião em que gravaram um single para a etiqueta Valiants, fazendo parte de um grupo chamado Danny And The Memories. O baterista Ralph Molina entrou para a banda em meados dos anos 1960, e o grupo mudou seu nome para Psyrcle, em 1966, gravando material nunca lançado, produzido por Sly Stone. Após a adição dos irmãos guitarristas Leon e George Whitsell, o grupo passou a chamar-se Rockets, fechando a formação com a chegada do violinista Bobby Notkoff.
Ralph MolinaO seu álbum homônimo (produzido por Barry Goldberg, da Electric Flag) foi lançado pela White Whale, em 1968, contando com músicas encantadoras mas pouco originais, cujos arranjos fugiam do padrão pelos inquientantes riffs do violino elétrico de Notkoff. No âmago do seu som, no entanto, foi uma genuína banda performática, capaz de produzir, mesmo artesanalmente, uma eficaz música soul e um enlevado folk rock psicodélico.
BTO estilo e a versatilidade da Rockets atraíram Neil Young, que, recentemente, começara sua carreira solo, após ter passado pela Buffalo Springfield. Young convidou a banda para uma turnê como seu grupo de apoio, no início de 1969, e então recrutou Whitten, Talbot e Molina (bem como Notkoff, para a faixa "Running Dry") para tocarem no seu disco "Everybody Knows This Is Nowhere". O plano original previa que a Rockets continuasse a gravar e apresentar-se autonomamente, mas como Young tornou-se mais bem sucedido e continuou a usar os músicos no palco e no estúdio, o compromisso do grupo com o famoso artista acabou por arruinar sua própria carreira. A Rockets, ou o que restou dela depois de juntar-se a Young, trocou sua denominação para Crazy Horse e prossegue gravando como uma banda independente quando não está trabalhando com Young (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

domingo, 19 de outubro de 2014

The Montanas - You've Got To Be Loved

Cover
Banda: The Montanas
Disco: You've Got To Be Loved
Ano: 1997
Gênero: Beat, British Invasion, Psychedelic Rock
Faixas:
1. All That Is Mine Can Be Yours (Fletcher, Whitworth) 2:37
2. How Can I Tell? (Rowley, Hayward, Crew, Jones) 2:20
3. That's When Happiness Began (Dick Addrisi, Don Addrisi) 2:12
4. Goodbye Little Girl (Henderson) 1:52
5. Ciao Baby (Weiss, English) 2:40
6. Anyone There (Kraggs) 2:35
7. Take My Hand (Dick Addrisi, Don Addrisi) 2:21
8. Top Hat (B. Gibb) 2:06
9. You've Got To Be Loved (Trent, Hatch) 2:52
10. Difference Of Opinion [97 Remix] (Rowley, Allen) 2:47
11. A Step In The Right Direction (Trent, Hatch) 3:15
12. Someday (You'll Be Breaking My Heart Again) (Rowley, Elcock, Hayward, Jone) 2:46
13. You're Making A Big Mistake (Trent, Hatch) 2:50
14. Run To Me (Trent, Hatch) 2:30
15. Roundabout (Rowley, Elcock) 2:46
 
16. Mystery (Leyden, James) 3:03
17. Let's Ride [Previously Unreleased] (Unknown) 3:04
18. I Need To Fly [Previously Unreleased] (Unknown) 2:20
19. Hold On [Previously Unreleased] (Caston, Webber) 3:18
20. Sammy [Previously Unreleased] (Unknown) 2:36
21. Tear Drops [Previously Unreleased] (Unknown) 2:48
22. You Got Me Wrong Girl [Previously Unreleased] (Unknown) 2:06
23. One Thing Or The Other [Version 1] [Previously Unreleased] (Unknown) 3:18
24. One Thing Or The Other [Version 2] [Previously Unreleased] (Unknown) 2:54
25. Hold On [Instrumental] [Previously Unreleased] (Unknown) 3:18
26. Difference Of Opinion [Instrumental] [Previously Unreleased] (Rowley, Allen) 2:43
Créditos:
Johnny Jones: Vocals
Will Hayward: Lead Guitar
Graham Crew: Drums
Terry Rowley: Bass, Guitar, Keyboards
Ralph Oakley: Bass
Jake Elcock: Bass
Graham Hollis: Drums
Ian Lees: Bass
George Davies: Vocals
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Biografia:
Uma das bandas mais obscuras da primeira leva da invasão britânica sessentista, a Montanas ficou conhecida principalmente pelo seu solitário sucesso, "You've Got To Be Loved". O grupo originou-se em Birmingham, no ano de 1964. Bill Hayward, que tocara anteriormente em outras bandas locais (Crossfires e Connoisseurs), era o guitarrista, Graham Crewe, o baterista original, Ralph Oakley, o baixista, e John Jones, o vocalista. As apresentações do grupo continham uma boa dose de teatralidade, com esquetes cômicos entre as músicas. Roger Allen, seu empresário, conseguiu colocá-lo no cast da Pye Records, que, por sua vez, lhe disponibilizou a dupla de compositores Tony Hatch e Jackie Trent. Isso, na época, provavelmente parecia uma boa jogada - como realmente foi -, já que Hatch e Trent escreveram várias canções para Petula Clark (Hatch também produziu Clark e a banda Searchers), uma regular ocupante das paradas de sucesso. O grupo também recebeu um grande impulso profissional em 1966, quando Terry Rowley, guitarrista da Mountain Kings, tornou-se seu integrante (nota minha: segundo notas no encarte do CD, Rowley foi fundador da banda, em 1964, tocando baixo). Mas, na Montanas, Rowley assumiu os teclados, e, sendo um arranjador e compositor de primeira linha, desempenhou na banda um papel parecido com o de Paul Samwell-Smith na Yardbirds.
5Três canções do grupo, "Ciao Baby", "You've Got To Be Loved" e "Let's Get A Little Sentimental", caíram nas graças dos críticos e conseguiram bastante divulgação radiofônica, mas não galgaram posições importantes nas paradas inglesas. "You've Got To Be Loved", porém, chegou ao Top 50 americano - todavia, sem grana para promover o disco nos Estados Unidos, só restou à banda assistir, impotente, o sobe-e-desce da música nas paradas ianques. Jake Elcock, ex-membro das bandas Strangers e Finders Keepers, e Graham Hollis assumiram o baixo e a bateria, respectivamente, em 1967. Todos que viram a Montanas ao vivo respeitaram-na e a encararam como uma das principais bandas de Birmingham; seus componentes eram exímios músicos e suas performances tinham muita vitalidade; mereceu, portanto, ser reconhecida e emplacar um sucesso.
6Mas mesmo os membros do grupo reconheceram, posteriormente, que, apesar da excelência musical, a Montanas apresentava algumas falhas de formação e sonoridade. A dependência de compositores estranhos ao seu lineup, um mero detalhe (e típico de muitas bandas de categoria, inclusive a Searchers) em 1965, transformou-se num contratempo em 1967, e seus discos, embora admiráveis, não refletiam o verdadeiro som do grupo, bem menos pop quanto se propagava nos seus singles. Em 1968, a banda enfrentava o mesmo dilema da Tremeloes, uma banda pop semelhante, porém mais credenciada por uma bagagem substancial de sucessos no seu catálogo.
7Ainda em 1968, Rowley e Jones deixaram a banda para unir-se à Finder Keepers, que logo depois se chamou Trapeze. Ian Lees (apelidado de "Sludge") e George Davies ingressaram no grupo a tempo de gravarem "Let's Get A Little Sentimental" - malgrado Lees tocasse baixo, também se responsabilizava pela parte humorística nos shows. Rowley e Jones tocaram apenas no primeiro disco da Trapeze e retornaram à Montanas em 1970. E assim reformado, o grupo continuou até finalmente separar-se em 1978. As gravações da banda ficaram fora de catálogo com o aparecimento do CD, mas uma compilação de 26 das suas melhores canções (com o mesmo título do seu maior sucesso, acima mencionado) foi lançada em 1998. Lees destacou-se como comediante em Midlands, e Elcock virou empresário de artistas (Bruce Eder, AllMusic; tradução livre do inglês).

sábado, 18 de outubro de 2014

Trapeze - Trapeze

Cover
Banda: Trapeze
Disco: Trapeze
Ano: 1975(*)
Gênero: Hard Rock, Classic Rock
Faixas:
1. Star Breaker (Tom Galley, Mel Galley) 3:30
2. It's Alright (Mel Galley) 4:12
3. Chances (Tom Galley, Mel Galley, Glen Hughes) 2:30
4. The Raid (Mel Galley) 2:45
5. Sunny Side Of The Street (Jimmy McHugh, Dorothy Fields) 2:40
6. Gimme Good Love (Tom Galley, Mel Galley, Steve Smith) 3:10
 
7. Monkey (Tom Galley, Mel Galley) 3:40
8. I Need You (Mel Galley) 4:35
9. Soul Stealer (Tom Galley, Mel Galley) 3:30
10. Nothin' For Nothing (Mel Galley) 3:53
Créditos:
Mel Galley: Lead Vocals, Guitar
Dave Holland: Drums
Rob Kendrick: Guitar
Pete Wright: Bass
Músico convidado:
Glenn Hughes: Lead Vocals ("Chances", "Nothin' For Nothing")
(*) CD lançado em 1994.
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Biografia:
A banda de hard rock Trapeze, formada em 1968, em Wolverhampton, Inglaterra, uniu o vocalista John Jones e o guitarrista e tecladista Terry Rowley (ambos ex-membros da Montanas [nota minha: a coletânea da banda, "You've Got To Be Loved", lançada em 1997, já foi postada aqui], famosa pelo hit "You've Got To Be Loved") com o cantor e guitarrista Mel Galley, o baixista Glenn Hughes e o baterista Dave Holland. Assinando com a Threshold Records, gravadora da Moody Blues, a Trapeze lançou seu primeiro disco, homônimo, em 1970; Jones e Rowley voltaram para a Montanas logo depois, e em 1970 o trio remanescente ressurgiu com "Medusa".
2O grupo excursionou exaustivamente, tanto em casa quanto fora, e apesar da sua fusão de rock e funk ter sido citada como influência primordial de bandas como ZZ Top, o sucesso comercial foi mínimo. Na esteira do terceiro disco da banda, "You Are The Music... We're Just The Band", de 1972, Hughes substituiu Roger Glover na Deep Purple. O guitarrista Rob Kendrick e o baixista Pete Wright juntaram-se ao grupo, que lançou "Hot Wire", em 1974, seguido de outro LP homônimo; em 1976, o trio central Galley, Hughes e Holland reuniu-se mais uma vez, embora sem gravar nada naquele período.
1Hughes saiu novamente antes de "Hold On", de 1978, que contou com Wright, além do novo guitarrista, Pete Goalby; a Trapeze então se dissolveu. Galley incorporou-se à Whitesnake (e, posteriormente, à Black Sabbath), enquanto Holland estabilizou-se na Judas Priest. Galley, Hughes e Hollland reagruparam-se outra vez, em 1991, para um show em Londres, ocorrido em maio de 1992, que rendeu um disco ao vivo, "Welcome To The Real World" (nota minha: Mell Galley morreu em 1 de julho de 2008, depois de uma dolorosa luta contra um câncer de esôfago) (Jason Ankeny, AllMusic; tradução livre do inglês).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

The Motions - Introduction To The Motions [Bonus Tracks]

Cover
Banda: The Motions
Disco: Introduction To The Motions [Bonus Tracks]
Ano: 2001(*)
Gênero: British Invasion, Garage Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Love Won't Stop (1:59)
2. I've Waited So Long (1:57)
3. I'll Follow The Sun (2:36)
4. The Girl From New York City (2:57)
5. You Bother Me (2:09)
6. I Want Someone To Love (2:13)
7. It's Gone (2:32)
8. No Matter Where You Run (2:41)
9. Be The Woman I Need (1:55)
10. I've Got Misery (3:18)
 
11. Who'll Save My Soul (1:56)
12. For Another Man (1:51)
13. We Fell In Love [Single A-Side, 1965] [Bonus Track] (1:58)
14. Wasted Words [Single B-Side, 1965] [Bonus Track] (2:12)
Músicas de autoria de R. Van Leeuwen, salvo "The Girl From The New York City", composta por J. Taylor.
Créditos:
Rudy Bennett (Ruud van de Berg): Vocals
Robbie van Leeuwen: Guitar
Henk Smitskamp: Bass
Sieb Warner (Siebolt Warntjes): Drums
(*) LP lançado originalmente em 1965.
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Biografia:
Dizem que foram eles os responsáveis. Em 1964, quando uma canção dos Motions, a selvagem "It's Gone", chegou às paradas locais, a porta estava aberta. Centenas de bandas em The Hague queriam seguir aqueles passos, queriam imitá-los.
A verdade é que poucos conseguiram alcançar o nível de excitação e competência daqueles compactos dos Motions lançados entre 1965-1966, marcos da explosão beat holandesa. A formação na época consistia em Rudy Bennett (vocal), Robbie van Leeuwen (guitarra), Henk Smitskamp (baixo) e Sieb Warner (bateria). Até mesmo os Walker Brothers gravaram uma canção da banda, "My Love Is Growing", tema de autoria do guitarrista e principal compositor do grupo, Robbie van Leeuwen. Outros sucessos da banda na época foram "Wasted Words" e "It's The Same Old Song".
3O primeiro LP veio ainda em 165, Introduction To The Motions, clássico absoluto do nederbeat, com pedradas como "We Fell In Love" e baladas como "I'll Follow the Sun". Depois de uma série de EPs e compactos, soltaram, em 1966, o segundo disco, In Their Own Way, produzido por John Stewart, empresário dos Walker Brothers e famoso entusiasta do conjunto.
Em 1967, Robbie van Leeuwen saiu do grupo para montar o Shocking Blue e foi substituído pelo ex-Tee Set, Gerard Romeyn. No mercado, discos e mais discos deles nas prateleiras - compactos, EPs, compilações e até um disco ao vivo. Em 1968 saiu mais um LP de estúdio, Impressions of Wonderful.
5Depois de mais alterações na formação, o grupo lançou, pela Decca, aquele que para muitos é o seu álbum definitivo: Electric Baby, com efeitos psicodélicos, baladas e um clima único. Na desconcertante faixa-título, atuam como uma espécie de Mothers Of Invention recriando "2.000 Light Years From Home" dos Stones.
Na sequência, perderam o baterista para o rivais do Golden Earring. Com nova formação partiram para promover o álbum nos EUA, mas acabaram fazendo uma única apresentação, no The Scene Club, em New York.
Em 1971, eles se separaram, mas antes soltaram um disco de despedida, Sensation, pelo selo Simogram, de propriedade de uma cadeia de supermercados. Seus integrantes acabaram se encontrando nos anos seguintes, em diversas bandas como Crossroad, Greenhorn, Jupiter e Galaxy Lin.
1Em 1992, fizeram uma única apresentação com a formação clássica para uma rede de TV e, desde então, Rudy Bennett vem chamando músicos e amigos para excursionar no circuito "oldies" com o nome The Motions. (...) (Bento Araújo, Revista Poeira Zine, nº 49, julho/agosto 2013, p. 35).

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Three Man Army - Soldiers Of Rock (The Anthology)

Cover
Banda: Three Man Army
Disco: Soldiers Of Rock (The Anthology)
Ano: 2004
Gênero: Hard Rock, Progressive Rock
Faixas:
Disc One
1. Polecat Woman (Curtis, Baxter-Hayes) 3:52
2. Mahesha (Curtis, Newman) 5:13
3. Another Day (Curtis) 6:48
4. Flying (Curtis) 3:08
5. Travellin' (Curtis) 4:00
6. Woman (Curtis, Newman) 2:52
7. Three Man Army (Curtis) 5:06
8. In My Eyes (Curtis, Baxter-Hayes) 5:07
9. Take Me Down The Mountain (Curtis) 3:04
10. What's My Name (Curtis, Baxter-Hayes) 4:36
11. Daze (Curtis, Reizner) 4:01
12. I Can't Make The Blind See (Curtis, Baxter-Hayes) 3:59
13. Burning Angel (Curtis, Gurvitz, Newman) 3:33
14. Take A Look At The Light (Curtis, Baxter-Hayes) 3:56
15. My Yiddishe Mamma (Pollock) 2:04
16. Hold On (Curtis, Newman) 3:36
Disc Two
1. Irving (Curtis, Gurvitz, Newman) 4:19
2. The Trip (Curtis, Newman) 6:07
3. Butter Queen (Curtis, Eliss) 5:21
 
4. Together (Curtis) 6:31
5. Come Down To Earth (Curtis) 3:55
6. Agent Man (Curtis) 5:36
7. Today (Curtis) 6:17
8. Nice One (Curtis) 4:10
9. A Third Of A Lifetime (Curtis) 4:29
10. Can't Leave The Summer (Curtis) 4:02
11. Midnight (Curtis) 5:22
12. See What I Took (Curtis) 3:31
13. Space Is The Place (Curtis) 6:19
14. Doctor (Curtis) 2:47
15. You'll Find Love (Curtis) 3:40
16. Don't Wanna Go Right Now (Curtis) 5:22
Créditos:
Adrian (Curtis) Gurvitz: Guitar, Keyboards, Vocals
Paul Gurvitz: Bass, Vocals
Tony Newman: Drums
Buddy Miles: Drums
Mike Kelly: Drums
Carmine Appice: Drums
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Resenha:
Essa coleção de dois CD é, certamente, um documento tão completo da Three Man Army, uma banda da segunda divisão do hard rock britânico do início dos anos 70, quanto poderia ser, contendo tudo dos seus três discos, assim como os dois lados do compacto "What's Your Name"/Travellin", de 1972 . (Há também três músicas no final do disco dois - "Doctor", "You'll Find Love", "Don't Wanna Go Right Now" - cuja fonte é indeterminada, embora seus direitos autorais remontem ao ano de 1970 e apresentem um hard rock não tão pesado quanto o resto do material, quase soando como uma influência da Who.) De maneira irritante, a cronologia da faixas parece ser aleatória, saltando para trás e para frente em todos os três discos.
Uma questão premente é saber se uma banda como esta mereceu tanto tempo de gravação, pois não há nada aqui que não poderia ser feito melhor, ou, pelo menos, com refrões melhores, por uma quantidade de bandas inglesas de hard rock do começo dos anos 70, como a Led Zeppelin, a quem Man Army Três parece estar tentando imitar, por vezes (como em "Polecat Woman"). Existe uma variedade de texturas no formato hard rock, com certeza, quase ao feitio Spinal Tap (nota minha: uma ironia à fictícia banda retratada no filme homônimo), ainda que inconscientemente, com o acréscimo de alguns blues rocks, folks acústicos, canções orquestradas, harmonias vocais e agradáveis timbres de sinterizadores de vez em quando.
4
Mas tudo soa meio confuso, para os padrões do gênero, particularmente nos solos de guitarra longos sem imaginação. As poucas faixas que se destacam pela alta qualidade - "A Third Of A Lifetime", uma canção instrumental surpreendetemente bonita, "Together", hippie rock com influência dos Beatles, "Butter Queen" e sua bizarra letra, com perguntas irrespondíveis ("Se o seu nome é Barbara, como é que eles te chamam de rainha manteiga?") - conseguem isso devido à apatia do restante do material (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês) (nota minha: o que mais chama a atenção é que, mesmo com a crítica desfavorável de Unterberger, o disco é "pick" [nata, fina flor] no próprio AllMusic, com quase 5 estrelas na cotação; e agora?).